Inspirado no poema Navio Negreiro
De Castro Alves.
NAS ASAS DO CONDOR
Busquei o canto de Byron e de Varela
para dizer da morte e das tristezas dela
Para cantar a liberdade
a Natureza o amor e eternidade
fui buscar em Victor Hugo e Castro Alves
o clarim que detono nestas claves
Se o mundo um dia precisou de um condoreiro
quem sabe agora o Brasil inteiro
não esteja a carecer de um timoneiro?
É chegada a hora novamente
de quebrar os cetros dessa gente
rasgar-se as púrpuras como outrora
e empunhar o sabre de uma nova aurora
Estamos em pleno ar... o condor tem novo nome
e viaja ligeiro nas asas da internet
o navio virou nave e "vaga doudo no espaço”inerte
sem sintonia com a miséria e fome
Que diria hoje o vate da Bahia
no teatro nas praças ou na orgia
da globalização faria uma elegia
ou sobre isto bradava em ironia
Estamos em pleno ar
e a nau ou nave está confusa
enquanto o capital do povo abusa
Os filhos do deserto continuam nus
e a eles se juntam legião de mosqueados.
na mesma terra que esposa a luz
onde convivem os eleitores desgraçados
Auriverde pendão que embala de glória a seleção
cobre de infâmia e bacanal uma Brasília em festa
Antes te houvessem rasgado num jogo de decisão
a servires de estandarte à impunidade que infesta
A praça," a praça é do povo''
como o céu é do com-puta-dor
Alexandre Carvalho
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