MEUS POEMAS, TEUS.

O PENSAMENTO FLUI EM VOO LIVRE. ALGUNS SÃO CAPTADOS E VERBALIZADOS EM FORMA DE VERSOS. NASCE A POESIA.

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O poeta trabalha.. A fronte pálida
Guarda talvez fatídica tristeza...
Que importa ? A inspiração lhe acende o verso
Tendo por musa o amor e a natureza !

Castro Alves

terça-feira, 30 de junho de 2009

NAS ASAS DO CONDOR

Inspirado no poema Navio Negreiro
De Castro Alves.
NAS ASAS DO CONDOR

Busquei o canto de Byron e de Varela
para dizer da morte e das tristezas dela
Para cantar a liberdade
a Natureza o amor e eternidade
fui buscar em Victor Hugo e Castro Alves
o clarim que detono nestas claves

Se o mundo um dia precisou de um condoreiro
quem sabe agora o Brasil inteiro
não esteja a carecer de um timoneiro?

É chegada a hora novamente
de quebrar os cetros dessa gente
rasgar-se as púrpuras como outrora
e empunhar o sabre de uma nova aurora

Estamos em pleno ar... o condor tem novo nome
e viaja ligeiro nas asas da internet

o navio virou nave e "vaga doudo no espaço”inerte
sem sintonia com a miséria e fome

Que diria hoje o vate da Bahia
no teatro nas praças ou na orgia
da globalização faria uma elegia
ou sobre isto bradava em ironia
Estamos em pleno ar
e a nau ou nave está confusa
enquanto o capital do povo abusa

Os filhos do deserto continuam nus
e a eles se juntam legião de mosqueados.
na mesma terra que esposa a luz
onde convivem os eleitores desgraçados

Auriverde pendão que embala de glória a seleção
cobre de infâmia e bacanal uma Brasília em festa
Antes te houvessem rasgado num jogo de decisão
a servires de estandarte à impunidade que infesta
A praça," a praça é do povo''
como o céu é do com-puta-dor


Alexandre Carvalho

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