MEUS POEMAS, TEUS.

O PENSAMENTO FLUI EM VOO LIVRE. ALGUNS SÃO CAPTADOS E VERBALIZADOS EM FORMA DE VERSOS. NASCE A POESIA.

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O poeta trabalha.. A fronte pálida
Guarda talvez fatídica tristeza...
Que importa ? A inspiração lhe acende o verso
Tendo por musa o amor e a natureza !

Castro Alves

terça-feira, 30 de junho de 2009

ALEXANDRECARVALHOALEX


ESTREIA



De repente
abre-se imensa cortina
do cenário um sopro que é calor e vida
odor salítrico bate-me à face
Minha alma se estarrece
...uma ESTRÉIA é sempre uma ESTRÉIA...

Como a querer devorar-me
o mundo em raios de luz vem
inteiro a meu encontro
sinto-me
d i m i NU ido
O GRÃO de areia é maior que o homem
E eu não sabia
...uma ESTRÉIA é sempre...

O vento
numa fúria dos deuses
brinca de mudar as mon TAN has de um lado pro outro
...uma ESTRÉIA é...

Um facho de luz
freneticamente misturado ao verbo do mar
que vai subindo CRESCENDO
Incandescente espelho em chamas
Surge no nascente
no meio das águas
no meio do mundo
no olho de DEUS
...uma ESTRÉIA...

Em espumas borbulhantes
as on0000das mornas morrem em meus pés e renascem MAIORES
...uma...uma...

O sabor quente das águas desperta o sonho pueril
retorno as origens
dispo-me por inteiro e mergulho
reverente sob as ondas ONDAS ondas ONDAS ondas ONDAS ondas

...uma ESTRÉIA é sempre uma ESTRÉIA...










NAS ASAS DO CONDOR

Inspirado no poema Navio Negreiro
De Castro Alves.
NAS ASAS DO CONDOR

Busquei o canto de Byron e de Varela
para dizer da morte e das tristezas dela
Para cantar a liberdade
a Natureza o amor e eternidade
fui buscar em Victor Hugo e Castro Alves
o clarim que detono nestas claves

Se o mundo um dia precisou de um condoreiro
quem sabe agora o Brasil inteiro
não esteja a carecer de um timoneiro?

É chegada a hora novamente
de quebrar os cetros dessa gente
rasgar-se as púrpuras como outrora
e empunhar o sabre de uma nova aurora

Estamos em pleno ar... o condor tem novo nome
e viaja ligeiro nas asas da internet

o navio virou nave e "vaga doudo no espaço”inerte
sem sintonia com a miséria e fome

Que diria hoje o vate da Bahia
no teatro nas praças ou na orgia
da globalização faria uma elegia
ou sobre isto bradava em ironia
Estamos em pleno ar
e a nau ou nave está confusa
enquanto o capital do povo abusa

Os filhos do deserto continuam nus
e a eles se juntam legião de mosqueados.
na mesma terra que esposa a luz
onde convivem os eleitores desgraçados

Auriverde pendão que embala de glória a seleção
cobre de infâmia e bacanal uma Brasília em festa
Antes te houvessem rasgado num jogo de decisão
a servires de estandarte à impunidade que infesta
A praça," a praça é do povo''
como o céu é do com-puta-dor


Alexandre Carvalho

alexandrecarvalhoalex

O RIO E EU
_________

Deslizante rio de minha vida
Vida convulsiva de meu rio
Reboliço intenso de minhas dúvidas
Borbulhante inconsciência do hoje
Devastadora torrente do meu ontem

Tu vives
a mergulhar silente na insensatez dos mares
Eu vivo
a soluçar desgosto no repassar dos males

Na calma aparente de teus braços
escondem mistérios de vida e morte
pois corres aos povos entre laços
que das águas dependem a sorte

Caminheiro de água clara e poética
Manancial lírico do amarantino
Inebriante estrada em sol a pino
entre palmeiras de pureza estética

Teu mundo
deslizante fanal de longos idos
no murmurar solene dos gemidos
Meu mundo
um viajor pensante e sem destino
a procura talvez de um novo hino

Acaricia com frescor minha alma ardente
no seguimento de teu curso de paixões
Aplaca a fúria que letárgica em mente
pra não sair em chamas a queimar padrões

Tu que levas ligeiro o passado pelos anos
Embarca meus idos no dorso do tempo
Enterra meu ontem no eterno dos oceanos

alexandrecarvalhoalex

O RIO E EU
_________

Deslizante rio de minha vida
Vida convulsiva de meu rio
Reboliço intenso de minhas dúvidas
Borbulhante inconsciência do hoje
Devastadora torrente do meu ontem

Tu vives
a mergulhar silente na insensatez dos mares
Eu vivo
a soluçar desgosto no repassar dos males

Na calma aparente de teus braços
escondem mistérios de vida e morte
pois corres aos povos entre laços
que das águas dependem a sorte

Caminheiro de água clara e poética
Manancial lírico do amarantino
Inebriante estrada em sol a pino
entre palmeiras de pureza estética

Teu mundo
deslizante fanal de longos idos
no murmurar solene dos gemidos
Meu mundo
um viajor pensante e sem destino
a procura talvez de um novo hino

Acaricia com frescor minha alma ardente
no seguimento de teu curso de paixões
Aplaca a fúria que letárgica em mente
pra não sair em chamas a queimar padrões

Tu que levas ligeiro o passado pelos anos
Embarca meus idos no dorso do tempo
Enterra meu ontem no eterno dos oceanos

sexta-feira, 26 de junho de 2009